AS MULHERES DA MINHA VIDA (PROFISSIONAL)

AS MULHERES DA MINHA VIDA (PROFISSIONAL)

Estamos vivendo um período de grandes mudanças. Geralmente venho falar de mudanças tecnológicas mas o tema hoje são as mudanças de comportamento. Hoje cada vez mais vemos discussões (importantíssimas!) sobre igualdade de direitos de todos os tipos, inclusive da igualdade entre homens e mulheres.

Sei que não faltam pesquisas para mostrar o quanto ainda existe de desigualdade de direitos entre homens e mulheres, mas queria hoje compartilhar o meu histórico.

Venho de uma família que foge um pouco dos padrões. Minha mãe (Denise) é engenheira civil (imagina quantas engenheiras se formaram no início da década de 80). E ela não foi uma exceção na família, minha vó Lourdinha (mãe da minha mãe), se formou em odontologia. Quantos ai tem a oportunidade de ter hoje uma avó formada?

E do lado do meu pai não foi diferente, minha vó Carminha é engenheira, trabalho no CDTN da UFMG, esteve envolvida em projetos de energia nuclear da Angra 1, 2 e 3. Essa eu aposto de alguém igualar.

Não estou desmerecendo aqueles que não tiveram a oportunidade de se formar, sei que isso nem de longe está relacionado com a capacidade da pessoa e sim com as oportunidades que ela teve ou não na vida, mas estou tentando desenhar uma imagem para vocês.

Minha esposa Isabella, como muitas esposas de hoje em dia. Trabalha, cuida da casa (comigo) empreende dois negócios simultaneamente, enfim, minha grande inspiração para continuar esse difícil caminho que é empreender.

Me formei em Biologia da UFMG, na minha sala existiam 40 biólogos em formação, exatamente 20 homens e 20 mulheres. Durante a minha graduação, fiz estágio em dois laboratórios, em ambos, por coincidência ou não fui orientado por duas professoras Elizete e Vera. Ambas me ensinaram muito sobre como planejar e executar pesquisas.

Meu primeiro chefe homem veio somente na empresa Junior e ainda assim, a empresa tinha como presidente uma mulher (Nara). Nesse período, passei também pela incubadora de empresas da UFMG e lá novamente fui liderado por uma mulher (Julia) com quem aprendi e comecei a tomar gosto pelo desenvolvimento de novos negócios.

Saindo da universidade, meu primeiro e único estágio do tipo foi no Instituto Inovação, onde na seleção fui avaliado por dois gestores, um homem e uma mulher (Ana), que viria a ser minha gestora em alguns projetos ao longo dos próximos anos.

Quando comecei a empreender o Tropos Lab, me juntei a dois outros sócios, uma delas mulher (Renata), com quem tenho aprendido a cada dia sobre gestão de pessoas, comportamento empreendedor e tantas outras coisas. Hoje se juntou a nós, mais uma sócia (Nath) não porque queríamos ter o mesmo número de sócios homens e mulheres, mas sim porque a Nath é muito boa de serviço.

Ao longo desses últimos 6 anos, várias outras mulheres passaram pelo Tropos: Carol, Marcelle, Marina, Joana, Amanda, Luana, Lívia, Júlia e Jacqueline e foram igualmente importantes na construção da história do Tropos e da minha.

Sei que o relato foi longo e que alguns detalhes significam pouco para quem não viveu essa história, mas refletindo hoje para escrever esse texto, eu descobri que as mulheres sempre fizeram parte (de forma igual) da minha história e talvez por isso seja tão difícil para mim enxergar esse abismo de oportunidades.

Não estou negando que esse abismo exista, só torcendo para que a minha história não seja uma exceção nos próximos anos e a discussão entre diferença de gêneros seja inútil, exatamente porque na prática ela não vai existir.

Gostou do post? Quer saber mais sobre os nossos programas?

Acesse http://bizcool.com.br/

By | 2018-05-08T11:02:08+00:00 março 13th, 2018|artigos, empreendedorismo|