PORQUE A FINIT FOI F0#@

PORQUE A FINIT FOI F0#@

Pessoal, estou escrevendo este post no dia 05/11/2017, um domingo, um dia após o final da FINIT 2017. Para quem não sabe, a FINIT é um evento de inovação e tecnologia que está em sua segunda edição.

A FINIT, por característica, abarca vários outros eventos que conversam com públicos diferentes, mas complementares dentro do mundo da inovação. Seria cansativo citar todos os eventos (você consegue essa informação mais detalhada no site da própria FINIT), mas fiz questão de destacar alguns para mostrar como a feira conversa com vários públicos:

Campus Party

Nesse ano tivemos a versão mineira do evento de tecnologia que há alguns anos movimenta desde o mundo nerd até o mundo de startups.

Conferência Nacional da ANPEI

Reunião das empresas inovadoras do Brasil, com discussões e conexões de alto nível sobre temas como Indústria 4.0, Open Innovation e Startups nas empresas.

100 Open Startups

Evento de conexão de grandes empresas com startups que podem trazer soluções inovadoras, o que normalmente as empresas não conseguem gerar sozinhas.

Shark Tank

Versão mineira do programa televisivo que vai ao ar na Sony, levando o conceito de empreendedorismo e investimento de forma lúdica para a população que não vive isso no dia a dia.

Hub Minas

Evento com momentos de conexão de startups e empresas, contratação de pessoas e internacionalização.

Além desses, ocorreram vários outros eventos maiores ou menores do que os citados acima mas igualmente empolgantes, instrutivos ou práticos. Mas não é por isso que eu achei a FINIT f0#@.

Dois casos vividos por mim na FINIT me mostraram que o movimento de empreendedorismo, construído por vários agentes do ecossistema e que nós temos feito parte nos últimos 5 anos com o Tropos Lab, ganhou força de tal maneira que não pode mais ser contido por alguma eventual mudança de governo ou por uma crise que diminua investimentos.

O primeiro caso aconteceu durante o feriado do dia 02/11. A FINIT estava lotada. Cheguei logo depois do almoço para algumas palestras que eu ia dar nos palcos da feira de negócios e, então, desci a escada rolante na entrada do Expominas.

Eis que na minha frente descia uma família. Um casal com dois filhos, imagino que de 8 a 10 anos. O pai empolgadíssimo explicava para os filhos igualmente empolgados: “Essa é a cidade dos empreendedores”.

Abaixo de nós, na Arena Criativa, vários stands de alunos com seus projetos, grandes áreas com equipamentos como óculos de realidade virtual, palcos enormes e coloridos. Para aqueles dois garotos, era como chegar na Disney. Fiquei imaginando que eles irão crescer achando que empreender é a coisa mais legal do mundo.

O segundo caso aconteceu no sábado, dia 04/11. Eu estava na Arena Criativa, perto dos stands de alguns alunos do SENAI (com projetos dignos de entrar em qualquer aceleradora, diga-se de passagem), e novamente vi uma família. Dessa vez só o pai com um filho de cerca de 10 a 12 anos.

O pai explicava para o filho: “Esses projetos são de inventores que vêm para a FINIT escutar de empresários mais experientes algumas dicas sobre os seus negócios ou até conseguir dinheiro para construírem os produtos”. E, dessa maneira visual, prática e simples, o garoto aprendeu sobre mentoria e investimento com o seu próprio pai — aos 10 anos de idade.

Esses dois casos foram marcantes porque me mostraram o óbvio, mas que ainda não tinha caído a ficha para mim. A próxima geração (pelo menos a de BH) irá crescer com conceitos como startup, investidor anjo, aceleradora. Isso mostra que o movimento tomou uma força tamanha, que não conseguimos pará-lo mais.

Esses dois casos são apenas o exemplo de um movimento maior — evidenciado na FINIT, mas não restrito a ela — em que o empreendedorismo tem se tornado parte do dia a dia das crianças.

Movimentos como a Buddys, uma escola de programação, desenvolvimento de apps e robótica são a prova disso. No futuro, escolas como ela serão tão populares quanto as escolas de inglês foram até agora. E isso é uma realidade nas escolas, mas também nas universidades.

Talvez vivamos uma bolha, onde as startups e o empreendedorismo pareçam a nova panacéia. Mas, mesmo que seja uma bolha, para mim isso é a prova que o empreendedorismo já é uma realidade!

By | 2018-03-12T11:51:09+00:00 novembro 6th, 2017|artigos, empreendedorismo|