Há muito tem sido discutido que as empresas de maior sucesso e que atraem os melhores talentos são aquelas que tem um propósito claro e que conseguem enxergar e transmitir aos outros este propósito (já falei um pouco sobre o meu nesse texto aqui).

Há muito tem sido observado também que descobrir o propósito não é algo simples e muitas vezes trava pessoas e empresas, que ficam em um loop sem fim nessa busca.

Essa crise do coronavírus tem acelerado várias coisas no mundo de tecnologia e negócios e, talvez, pensar em propósito seja mais um ponto que está experimentando essa aceleração.

Muitas empresas e pessoas estão mobilizando recursos, esforços e estabelecendo parcerias e conexões em tempo recorde para resolver problemas de diversas áreas (saúde, comunicação, problemas sociais, logística, entre outros).

O que passa pela cabeça dessas empresas e pessoas nesse momento?

Um dos principais pontos é que eles estão se perguntando:

“Quando me perguntarem o que eu fiz durante a maior crise que nossa geração já viveu, o que eu vou responder?”

Existem várias ações de diferentes impactos e importâncias que trazem esse legado:

  • Eu fiquei em casa durante 3 meses para quebrar o ciclo de contaminações;
  • Eu continuei pagando salário de funcionários, mesmo sem o volume de serviço de antes, para sustentar essas famílias durante a crise; 
  • Eu continuei pagando por serviços que não estava utilizando para que o pequeno negócio perto de mim não quebrasse;
  • Eu desenvolvi produtos ou serviços para resolver novos problemas gerados pela crise;
  • Eu continuei trabalhando e me arriscando na rua porque meu produto ou serviço era essencial para manter a sociedade funcionando;
  • Eu me engajei em determinado projeto para ser parte da solução…

Tudo isso é uma visão de propósito sobre o que fazemos. De maneira figurativa, viajamos alguns meses para o futuro e pensamos no legado que deixaremos nesse período.

Pensar no propósito de uma empresa é o mesmo. Mas em geral, essa viagem no tempo é de anos e não de semanas ou meses. Podemos encarar o que estamos vivendo como um grande exercício de encontrar e perseguir um propósito, para que possamos refazer esse exercício com um prazo maior depois que a crise passar.


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